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Segs.com.br /GazetaMercantil /SP
A Brasilprev Seguros e Previdência, uma associação entre o Banco do Brasil, a Principal e o Sebrae, divulga hoje lucro líquido R$ 144,9 milhões em 2005, alta de 38,8% sobre o resultado de 2004. O retorno sobre o patrimônio líquido foi de 83,5%. As vendas cresceram num ritmo bem menor do que os ganhos. A arrecadação dos planos de previdência ficou em R$ 2 bilhões, evolução de 4,6% comparado ao ano anterior.
Enquanto para as vendas 2005 foi um ano de mudanças de regras tributárias, o que assustou o investidor e exigiu das empresas o desafio de ter uma boa comunicação com seu cliente e de ter sistemas para processar todas as alterações, o resultado financeiro foi beneficiado pelas altas taxas de juros praticadas no Brasil.
`Neste cenário, a retenção de clientes também ganhou maior peso`, destacou o presidente da Brasilprev, Eduardo Bom Angelo. Segundo ele, a Brasilprev obteve a menor relação resgates-reservas do mercado, com 0,9%, enquanto a média de mercado foi de 1,4%, segundo dados da Anapp.
A carteira de investimentos atingiu R$ 9,7 bilhões em 2005, incremento de 23,94%. Nesta semana já ultrapassou R$ 10 bilhões, informou. O resultado financeiro foi de R$ 268,2 milhões, 29,6% acima dos R$ 206,8 milhões de 2004. Os fundos são administrados pela BBDTVM. `A companhia atuou para manter seus planos entre as opções mais rentáveis do mercado no longo prazo.`
Com as novas regras, o PGBL ficou mais competitivo do que o VGBL, que desde o seu lançamento em 2003 liderava as vendas. O PGBL obteve arrecadação de R$ 794,8 milhões em 2005, crescimento de 22,2%.
Já o VGBL movimentou R$ 650 milhões, alta de apenas 2,5%. O plano Júnior registrou vendas de R$ 373 milhões, evolução de 8%.
O segmento empresarial foi o grande destaque de 2005 para a Brasilprev. A arrecadação dos planos corporativos cresceu 26,3% em relação a 2004, somando R$ 301,8 milhões em 2005, o que representou 14,5% das vendas totais da empresa. Os planos individuais representam a maior fatia, com 85,43%, um total de R$ 1,7 bilhão.
As perspectivas da Brasilprev para 2006 é de que o setor apresentará evolução de 10,5%. `A Brasilprev pretende acompanhar o crescimento`, disse. Nesta ano as companhias terão um novo desafio com a chegada dos fundos blindados.[1]
`Os novos produtos trarão um esforço operacional para as empresas. No entanto, do ponto de vista do consumidor é importante, pois a indústria de fundos de investimentos já opera com a proteção de ter o investidor como cotista.`
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