segunda-feira, 6 de setembro de 2010  
 

Home >Notícias do Setor> Cresce a concorrência em riscos patrimoniais
Cresce a concorrência em riscos patrimoniais

Gazeta Mercanti -Denise Bueno

São Paulo, 30 de Setembro de 2005 - Disputa pela liderança fica ainda mais acirrada com abertura do mercado de resseguros. A s vendas de seguros patrimoniais somaram R$ 2,2 bilhões no primeiro semestre deste ano, o que corresponde a uma alta de 20,5% ante igual período de 2004. Excluindo seguro residencial e de condomínios, o faturamento de seguros patrimoniais de empresas somou R$ 1,8 bilhão em prêmios para proteção de incêndio, riscos de engenharia, lucro cessante, fidelidade, roubo, tumulto entre outras coberturas para garantir a empresa de infortúnios.

A Unibanco AIG Seguros, que lidera as vendas de seguros patrimoniais, está disposta a se manter na liderança. No primeiro semestre, registrou prêmios próximos de R$ 616 milhões. No entanto, para tornar o ranking mais fiel, foi descontado cerca de R$ 300 milhões referentes às vendas de seguro garantia estendida computados em riscos diversos, levando seu faturamento para R$ 235 milhões com riscos patrimoniais.

A Itaú Seguros - segunda maior no ramo, com prêmios de R$ 222 milhões no semestre - elegeu o cliente e a especialização para crescer, e a Bradesco, que detém 25% das vendas de todos os tipos de seguros, quer ser líder também nesse segmento, onde ficou com a terceira colocação no primeiro semestre, com R$ 209 milhões. A SulAmérica Seguros é a quarta maior, com prêmios de R$ 169 milhões no semestre.

Segundo Luis Nagamine, superintendente de riscos industriais da Unibanco AIG, o primeiro grande contrato negociado após a flexibili-zação do Instituto de Resseguros do Brasil (IRB) se mostrou um caso de sucesso: o contrato de seguro de riscos de engenharia da construção da Linha Amarela do Metrô de São Paulo. "Ficou provada a boa vontade da equipe do IRB. Realmente é um ensaio de abertura, com casos reais, envolvendo as maiores contas do País", diz.

Há quatros anos a Unibanco trabalha como se o mercado estivesse aberto em razão da parceria com a AIG, maior grupo segurador do mundo em termos de valor de mercado. "A parceria com a AIG fez amadurecer o conceito de mercado aberto. Montamos um time de executivos só para riscos industriais, com especialistas para cada segmento da economia. Isso nos deu a liderança do setor e em diversos nichos, como o petroquímico, por exemplo. Temos três dos quatro pólos instalados no Brasil e em breve anunciaremos a conquista do quarto", diz Naganime, referindo-se ao contrato de seguro da Rio Polímeros, que entra em operação em outubro.

"Os primeiros movimentos serão direcionados a preço, mas na seqüência o mercado volta ao padrão técnico", diz Ricardo Saad, diretor-geral da Bradesco Auto Re. "E por isso investimos na capacitação técnica dos nossos profissionais, que fizeram um programa de reciclagem do treinamento já realizado. Outra equipe acaba de fazer um 'road show' para buscar as melhores condições de resseguro", acrescenta Luis Nabuco, diretor do grupo Bradesco Seguros e Previdência.

Segundo Bruno de Almeida Camargo, gerente de resseguro da Itaú Seguros, os riscos patrimoniais que ficam dentro do contrato automático do IRB respondem por 90% em número de contratos e por 30% em volume de prêmios. "O grupo se preocupa com os riscos facultativos, que somam 70% dos prêmios da carteira, pois a Itaú não tem um sócio estrangeiro. Por isso há um investimento forte em treinamento e capacitação para que a nossa equipe possa negociar e trazer as melhores condições para os atuais e futuros clientes."

"A relação da SulAmérica com as corretoras e resseguradoras estrangeiras já faz parte do nosso dia-a-dia e está sendo ampliada em decorrência das modificações implementadas no mercado, visando oferecer aos nossos clientes melhores serviços e condições técnicas", diz Patrick Larragoiti, presidente da SulAmérica.

Além da concorrência entre as maiores, a possibilidade de buscar coberturas e preços no exterior aumentou o poder de fogo das seguradoras estrangeiras, antes limitadas à capacidade de retenção de risco, índice calculado com base no pequeno patrimônio da filial brasileira. Agora elas podem contar com o apoio da matriz na obtenção de capacidade e preço para os clientes. "A retenção local continua sendo a mesma, mas agora as estrangeiras, que têm mais contatos no exterior, agregam um diferencial para oferecer aos clientes locais: as mesmas condições de resseguro disponibilizadas pela matriz, que negocia pacotes globais", diz Arlindo Simões Filho, diretor da área de produtos da AGF Seguros, que tem como principal acionista o grupo Allianz, maior do mundo em termos de faturamento.

"Nosso entendimento é que as seguradoras brasileiras encontram-se diante de uma enorme oportunidade de se adaptar e operar dentro dos padrões dos mercados mais desenvolvidos, como o americano e os da União Européia, antes mesmo que a abertura formal ocorra. Se deixarem passar a oportunidade, a adaptação já num mercado aberto poderá gerar ineficiências para toda a cadeia", diz Fabio Magalhães, da Swiss Re.

Enviar por e-mail
Entre com seus dados para acessar a área restrita
Usuário
Senha
Esqueci a Senha| Registrar

Principais áreas do site
© Copyright 2004 FENAPREVI Federação Nacional de Previdência Privada e Vida