segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012  
 

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Julho - 2004

Captação da previdência complementar aberta cresce 35,9% no acumulado até julho.
Receita dos planos somou R$ 10, 2 bilhões no período, segundo dados da Anapp

Conteúdo Comunicação - Claudio Sá  e Rui Santos

Balanço mensal produzido pela Anapp (Associação Nacional da Previdência Privada) apontou um crescimento de 35,9% nas receitas de previdência complementar aberta nos primeiros 7 meses deste ano, no comparativo com o mesmo período do ano passado. A captação entre janeiro e julho deste ano bateu a marca de R$ 10,2 bilhões. No mesmo período do ano anterior, as novas contribuições somavam R$ 7,5 bilhões. O resultado já perfaz cerca de 70% dos R$ 14,6 bilhões captados ao longo de 2003.

A pesquisa também mostra que o total de reservas técnicas (que constituem os recursos dos participantes dos fundos) cresceu 44% nos 7 primeiros meses do ano no comparativo com igual período de 2003, atingindo a marca de R$ 53,7 bilhões. No mesmo período do ano passado, o volume era de R$ 37,3 bilhões.

Já o montante registrado em carteira – que inclui as reservas técnicas, as reservas livres, o capital de seguradoras e outros valores -  atingiu a marca de  R$ 59,6 bilhões, consolidando alta de 47% na comparação com o acumulado de janeiro a julho de 2003, período em que o indicador se encontrava no patamar de R$ 40,5 bilhões. 

“É um desempenho extremamente animador, ainda mais se consideramos que no primeiro semestre ocorre tradicionalmente apenas 40% da captação dos recursos de previdência no ano”, destaca o presidente da Anapp, Osvaldo do Nascimento. “Se seguirmos neste ritmo, em linha com a expansão do PIB, vamos ter um ano histórico para a previdência complementar aberta e temos total condição de superar em muito a barreira dos R$ 60 bilhões em reservas técnicas”, diz o executivo.

“Estamos muito otimistas com a expansão do sistema”, continua Nascimento. “A MP 209 trouxe forte incentivo à poupança de longo prazo, o que deve atrair novos participantes e recursos para os fundos. Depois de acertadas questões relativas as alíquotas e prazos, o sistema vai assistir a um crescimento consistente e já trabalhamos com a projeção de reservas técnicas entre R$ 120 e R$ 150 bilhões para 2005”, avalia.

Número de planos

Segundo o balanço mensal da Anapp, o mercado de previdência aberta fechou julho contabilizando 6.897.800 planos individuais no sistema, o que representou aumento de 22% na comparação com os 5.643.927 de participantes computados em  julho de 2003.

Em relação aos planos empresariais, também houve crescimento. Os dados coletados até julho apontam 101.428 planos corporativos no país, contra 78.019 planos corporativos existentes em julho de 2003 (alta de 30%). No comparativo com janeiro deste ano, quando havia no sistema 73.023 planos corporativos, o aumento foi de 38,9%.


Composição da carteira

Segundo os dados da associação, na composição das receitas, prevaleceram os VGBLs, com 52% do total de contribuições, seguido pelos PGBLs, com uma participação de 27%, e os planos tradicionais, com 21% de participação, analisa Osvaldo do Nascimento.

Em relação à carteira de investimentos, os planos tradicionais ainda predominam, com 48% do total de recursos alocados, seguidos pelos PGBLs e VGBLs, com 24% de participação cada, e os FAPIs, com 4% de participação. Quanto às provisões técnicas, os planos tradicionais participam com 46% do total, seguido por PGBL, com 27% do total de recursos, VGBL, com 26% do total e os FAPI, com 1%.

Número de beneficiários

O balanço da Anapp também registrou um salto de 174% no número de beneficiários do sistema de previdência privada aberta. Até julho de 2004, foram registrados 253.170 participantes usufruindo dos benefícios, contra 92.091 contabilizados até julho de 2003.

Ranking

A Bradesco Vida e Previdência lidera o ranking de captação de receita no período analisado, com um volume de R$ 3,4 bilhões, seguida pela Itaú Vida e Previdência, com um volume de novos recursos de R$ 1,7 bilhão. Na terceira posição vem a  BrasilPrev, com R$ 1,2 bilhão em receita arrecadada no período.

Quanto à carteira de investimentos, o Bradesco também lidera o ranking, com um total de R$ 27,6 bilhões, seguido pelo Itaú Vida e Previdência e BrasilPrev, com R$ 6,99 bilhões e R$ 6,95 bilhões, respectivamente. Seguem-se o Unibanco Vida e Previdência (R$ 4 bilhões), Caixa Vida e Previdência (R$ 3,6 bilhões), Real (R$ 1,65 bilhão) e Santander (1,61 bilhão).


Evolução das Empresas Abertas dePrevidência Privada
Dados extracontábeis - Legislação societária (em R$ mil)

ANO
RECEITAS
DE PLANOS
VARIAÇÃO
CARTEIRA
VARIAÇÃO

RESERVAS
TÉCNICAS

VARIAÇÃO
1994
670.382
93,77%
3.017.627
32,37%
1.623.747
38,59%
1995
1.050.181
56,65%
3.539.466
17,29%
2.306.567
42,05%
1996
1.397.918
33,10%
4.637.091
31,01%
3.127.946
35,61%
1997
2.163.893
54,79%
6.254.606
34,88%
4.645.677
48,52%
1998
3.185.200
47,20%
8.376.350
33,92%
6.965.447
49,93%
1999
3.803.716
19,42%
12.726.117
51,93%
10.394.238
49,23%
2000
5.093.711
33,91%
16.557.813
30,11%
14.184.984
36,47%
2001
7.344.721
44,19%

24.220.851

46,28%
20.961.932
47,78%
2002
9.428.562
28,34%
32.012.291
32,17%
29.151.147
39,07%

2003

14.869.221
53,56%
48.520.925
52,75%
44.352.904
51,49%

2004*

10.210.659
35,88%
57.844.871
42,69%
53.764.241
44,10%

* Dados até julho

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