Captação da previdência complementar entre janeiro e novembro de 2005 chega a R$16 bilhões.
Captações
A captação dos planos de previdência complementar ultrapassou a marca dos R$ 16 bilhões entre janeiro e novembro de 2005, apresentando uma alta de 1,41% no comparativo com o mesmo período do ano passado, quando o volume de novas contribuições somou R$ 14,5 bilhões.
Somente em novembro, os planos de previdência complementar registraram captação de R$ 1,9 bilhão em novembro de 2005, um avanço de 30% na comparação com o mês anterior, quando foi captado R$ 1,459 bilhão. Vale ressaltar que o desempenho de novembro de 2005 foi 33% superior ao registrado em novembro de 2004, quando R$ 1,429 bilhão em novos recursos ingressaram no sistema. Os VGBL responderam por 58% da captação total, somando R$ 1,3 bilhão (alta de 44% na comparação com outubro e de 53% na comparação com novembro de 2004). Os dados são da Anapp (Associação Nacional da Previdência Privada)
“O mês de novembro demonstrou claramente o processo de recuperação da previdência aberta. Passado o processo de comunicação das novas regras, o consumidor voltou a investir no sistema. A previdência já faz parte da realidade do brasileiro e tem condições de continuar crescendo à medida em que houver melhora do desempenho da economia”, analisa Osvaldo do Nascimento, presidente da Anapp e diretor da Itaú Vida e Previdência. “As novas regras da previdência são extremamente consistentes e vantajosas para os investimentos de longo prazo. A partir de 2006 o setor deve ultrapassar a casa dos 5 dígitos, acumulando mais de R$ 100 bilhões em reservas”.
Contribuições – mês a mês
Em novembro de 2005, ingressaram no sistema de previdência complementar R$ 1,9 bilhão em novos recursos, o que representou uma alta de 30% em relação a outubro, quando foi captado R$ 1,459 bilhão. Na comparação com novembro de 2004 (R$ 1,42 bilhão) foi registrada uma expansão de 33%.
Dentre os produtos, o VGBL teve o maior volume de captação, com R$ 1,305 bilhão, o que representou crescimento de 44,31% na comparação com outubro, quando foram captados R$ 904,5 milhões. Se comparado com o mês de novembro de 2004, quando ingressaram no sistema R$ 853,1 milhões, ao crescimento foi de 53%.
O mês de novembro também foi bastante favorável ao desempenho dos PGBL, segundo os números da Anapp. Em volume de novas contribuições, ingressaram R$ 411 milhões em novos recursos, uma alta de 11,2% na comparação com outubro, quando ingressaram R$ 369,6 milhões. Em relação a novembro de 2004, quando R$ 324,2 milhões foram captados, a alta foi de 26,75%.
Em relação aos planos tradicionais, em novembro de 2005 foram arrecadados R$ 180,6 milhões, contra R$ 182,9 milhões arrecadados em outubro de 2005, o que representou uma queda de 1,26%. Se comparado com novembro de 2004, quando os planos tradicionais arrecadaram R$ 247,6 milhões, a queda é de 27,1%.
Contribuições - Acumulado do ano
No acumulado do ano, o VGBL liderou o ranking de captação entre os produtos, com R$ 9,4 bilhões (58% do total arrecadado), apresentando alta de 8,22% em relação ao resultado apresentado no período de janeiro a novembro de 2004, que foi de R$ 8,7 bilhões. Em seguida, vêm os PGBL, com R$ 3,8 bilhões (24% do total), que teve queda de 5,9% na comparação com o mesmo período do ano anterior, quando foram arrecadados R$ 4,1 bilhões. E, por fim, os planos tradicionais arrecadaram R$ 2,8 bilhões, queda de 8,28% em relação ao período de janeiro a novembro de 2004, o que representa 18% do total arrecadado.
Em relação aos tipos de planos comercializados, os produtos voltados para menores de idade tiveram o maior crescimento percentual, 27,63%, passando de R$ 561,7 milhões de janeiro a novembro de 2004 para R$ 716,9 milhões no mesmo período de 2005. Já em relação aos planos individuais, houve uma alta de 1,62%. Entre janeiro e novembro de 2005, ingressaram ao sistema R$ 12,6 bilhões, contra R$ 12,4 bilhões de novas contribuições registradas entre janeiro e novembro de 2004. Por fim, as contribuições de planos corporativos tiveram queda de 4,16%. Entre janeiro e novembro deste ano, foram captados R$ 3 bilhões, contra R$ 2,8 bilhões entre janeiro e novembro de 2004.
Ranking
A Bradesco Vida e Previdência liderou o ranking de captação nos 11 primeiros meses de 2005, com 37% do total arrecadado, seguido pelo Itaú (19%), Brasilprev (11%), Unibanco (7%), Caixa (6%), Santander (5%), HSBC (4%), Real (3%), Icatu-Hartford (2%) e Capemi (1%). As demais seguradoras somam, no total, 5% da captação.
Provisões
As provisões ou reservas técnicas – recursos acumulados pelos participantes do sistema de previdência complementar – somaram R$ 74 bilhões no acumulado até novembro de 2005 (dado acumulado desde o início da série), o que representou uma alta de 26,17% na comparação com o acumulado até novembro de 2004.
As provisões dos VGBL tiveram o crescimento mais expressivo, 57%, passando de R$ 17 bilhões para R$ 26,5 bilhões. O PGBL cresceu 30% no período, sendo que as reservas do produto passaram de R$ 15,7 bilhões para R$ 20,4 bilhões entre novembro de 2004 e novembro de 2005. As reservas de planos tradicionais passaram de R$ 25,6 bilhões para R$ 26,6 bilhões, o que representou um crescimento de 4% nos últimos 12 meses.
Os planos tradicionais deram lugar aos VGBL na liderança do volume de depósitos no sistema de previdência complementar. Enquanto os PGBL contaram com 36% do volume total de provisões, os planos tradicionais tiveram 35%. Fecham a equação os PGBL, com 28% do total de reservas técnicas, e os FAPI, com 1%. Até outubro de 2005, os Planos tradicionais contavam com 36% do total de reservas, contra 35% dos VGBL.
Carteira
Em relação à carteira de investimentos – que inclui as reservas técnicas, as reservas livres, o capital de seguradoras e outros valores – o mercado de previdência complementar cresceu 23,30% até novembro de 2005 na comparação com o dado apresentado até novembro de 2004 (acumulado desde o início da série). Com isso, a carteira do setor alcançou a marca de R$ 78 bilhões.
O VGBL teve o crescimento mais expressivo, com alta de 56,71% do total de recursos, passando de R$ 16,8 bilhões para R$ 26,4 bilhões. O PGBL cresceu 30,45% no período, sendo que a carteira do produto passou de R$ 15,8 bilhões para R$ 20,7 bilhões entre novembro de 2004 e novembro de 2005.
Por fim, a carteira de planos tradicionais passou de R$ 30,1 bilhões para R$ 30,4 bilhões, o que representou um crescimento de 1,16%. Entre os Fapi, a carteira de investimentos teve uma leve retração, passando de R$ 448,9 milhões para R$ 447,0 milhões.
No período, a carteira de investimentos ficou dividida da seguinte forma: os planos tradicionais mantiveram a liderança, com 39% do total, seguido pelo VGBL, com 34% e o PGBL com 26%. O FAPI completa a equação, com 1% do total do volume da carteira.
Beneficiários
Os dados da Anapp computaram 263.893 beneficiários do sistema de previdência privada em novembro de 2005, o que representou uma elevação de 8,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando foram registrados 243.655 beneficiários.
Planos Individuais
Nos primeiros 11 meses de 2005, a Anapp registrou 7.212.340 planos individuais, consolidando alta de 2,3% na comparação com os primeiros 11 meses do ano passado, que somaram 7.046.802. Na comparação com dezembro de 2004, quando foram auferidos 6.779.943 planos, a alta foi de 6,3%. “Há um contingente expressivo de potenciais novos consumidores que devem entrar no sistema ao longo dos próximos anos. Os investidores hoje posicionados em caderneta de poupança são um público-alvo da indústria de previdência”, diz Nascimento.
Planos Empresariais
A Anapp registrou 145.236 planos corporativos de previdência complementar aberta no país nos 11 primeiros meses deste ano, contra 114.589 planos existentes em novembro de 2004 (alta de 26,74%). Já em relação a dezembro de 2004, quando 120.662 planos foram contabilizados pela associação, o crescimento foi de 20,36%.
Glossário
Captação de recursos: volume de depósitos novos que ingressam nos planos de previdência
Reservas Técnicas ou provisões: total de recursos acumulados pelos depositantes, mais os rendimentos;
Carteira: Todos os recursos das seguradoras (incluindo as reservas técnicas, as reservas livres, o capital de seguradoras e outros valores)
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