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Novas contribuições em previdência complementar somam R$ 1,7 bilhão em janeiro.
Volume é 14,77% superior ao registrado no mesmo mês de 2005 e retomou mesmo patamar de janeiro de 2004. Reservas chegaram a R$ 78,4 bilhões no período.
CAPTAÇÃO
A captação de planos de previdência somou R$ 1,734 bilhão no mês de janeiro de 2006, registrando um crescimento de 14,77% na comparação com o mesmo período do ano anterior, quando R$ 1,511 bilhão ingressou no sistema. Os dados são da Anapp (Associação Nacional da Previdência Privada).
Vale destacar, também, que os resultados deste ano superaram os números de janeiro de 2004, período que o mercado registrou depósitos de R$ 1,704 bilhão, o que atesta uma recuperação dos níveis de depósitos em relação a 2005, ano que o setor registrou forte queda na captação.
“No primeiro semestre de 2005, as indefinições quanto às novas regras de tributação dos planos afetou o mercado de previdência e os valores arrecadados ficaram bem abaixo da média dos anos anteriores. Porém, houve forte recuperação no segundo semestre e tudo indica que retornamos a um ciclo de crescimento sustentado”, analisa Osvaldo do Nascimento, presidente da Anapp e diretor da Itaú Vida e Previdência.
O VGBL teve captação de R$ 1,112 bilhão no período, uma alta de 68% na comparação com janeiro de 2005, quando R$ 662,3 milhões ingressaram no sistema, via esse produto. A popularização do VGBL deve-se ao fato de que é o produto indicado para o investidor que não declara imposto pelo modelo completo. O PGBL – produto ideal para quem declara imposto de renda, uma vez que permite deduzir até 12% do montante a ser pago à Receita federal - teve uma captação de R$ 339,2 milhões, o que representa uma variação negativa de 7% em relação a janeiro de 2005, quando atingiu a marca de R$ 365 milhões. Os planos tradicionais captaram, por sua vez, R$ 280 milhões em janeiro, contra R$ 480,3 milhões captados em 2005 (queda de 41,71%). Os Fapi tiveram captação de R$ 2,3 milhões em janeiro, contra R$ 3,5 milhões em 2005 (queda de 34%).
Em relação à participação no volume de contribuições por tipo de plano, o VGBL lidera o ranking, com 64% do total, seguido pelo PGBL, com 20% do total, seguindo por planos tradicionais, com 16% do total de novas contribuições.
POR TIPO DE PLANO Os dados da Anapp mostram que em janeiro, os planos individuais registraram o melhor desempenho relativo do período, com alta de 37,89%, consolidando captação de R$ 1,389 bilhão, contra R$ 1,007 bilhão auferido em janeiro de 2005.
Os planos destinados a menores de idade captaram, por sua vez, R$ 64,124 milhões em janeiro deste ano contra R$ 52,829 milhões no mesmo período de 2005, alta de 21,38%. Já os planos corporativos tiveram queda de 37,68% na captação. Em janeiro de 2006, o volume de novos depósitos nesta categoria somou R$ 280,9 milhões, contra R$ 450,8 milhões registrados no mesmo mês de 2005. Os planos individuais confirmaram a maior fatia de participação na captação dos recursos de previdência, com 80,1% do total. Os planos empresariais contribuíram com 3,6% do total de captação, enquanto aqueles destinados a menores de idade perfizeram 16,3% do total captado durante janeiro de 2006.
RANKING A Bradesco Vida e Previdência lidera o ranking de captação em janeiro, com 40% do total, seguida pela Itaú (15%), Brasilprev (10%), Unibanco (8%), Caixa (7%), Real (6%), HSBC, (4%), Santander (3%), Icatu Hartford (2%) e Capemi (1). As demais empresas somam 4% do total.
RESERVAS Em relação a todos os produtos de previdência complementar, o nível de reservas – saldo dos recursos dos planos - chegou a R$ 78,4 bilhões em janeiro de 2006, um crescimento de 25,54% na comparação com o mesmo período do ano anterior, quando esse indicador atingiu R$ 62,5 bilhões. Segundo o balanço de janeiro da Anapp, o VGBL passou a compor 37% do total de recursos depositados em previdência complementar aberta no país. O PGBL passou a representar 28% do total e os planos tradicionais, 34% do total acumulado desde o inicio da série. Os Fapi mantiveram-se estáveis, na comparação com o ano passado, respondendo por 1% do total. No mesmo mês de 2004, os planos tradicionais eram líderes em reservas, com 41% do total, seguidos pelo VGBL, com 31% e pelos PGBL, com 27%.
CARTEIRA Em relação à carteira de investimentos - que inclui as reservas técnicas, as reservas livres, o capital de seguradoras e outros valores - o mercado de previdência complementar cresceu 24,17% em janeiro em relação ao mesmo mês do ano anterior. Com isso, a carteira do setor acumulou R$ 82,8 bilhões enquanto, em janeiro de 2005, o valor verificado era de R$ 66,7 bilhões. Segundo a Anapp, a carteira de investimentos em previdência ficou dividida na seguinte forma: planos tradicionais, com 37% do total; VGBL, 36% do total e PGBL, 26%. O FAPI soma 1% do total.
NÚMERO DE PLANOS Ainda segundo o balanço mensal da Anapp, o mercado fechou janeiro com 148.150 planos corporativos no país, número 21,4% superior aos 122.030 planos registrados no mesmo mês de 2005. Já o número de planos individuais existentes no mercado de previdência totalizou 7.312.344 planos, acumulando alta de 12,28% em relação ao mesmo período do ano anterior.
BENEFICIÁRIOS De acordo com a Anapp, em janeiro de 2006, o número de beneficiários do sistema de previdência complementar aberta ficou em 317.308. O número representa um crescimento de 35% em relação aos dados de 2005 (235.059).
ANÁLISE Para Osvaldo do Nascimento, presidente da Anapp e diretor da Itaú Vida e Previdência, o resultado de janeiro, confirma a tendência de consolidação do mercado, depois do período de indefinições quanto às novas regras.
“Mesmo sendo comparada a uma base baixa de comparação, são números significativos tendo em vista que, em janeiro, o cidadão está envolvido com pagamento de tributos e também está terminando de pagar as compras de Natal. Por esses, motivos, geralmente, ele não dispõe de recursos excedentes para investir em planos de previdência”.
Para o executivo, o crescimento das novas contribuições reforça a previsão de que a previdência privada ultrapasse a barreira dos US$ 100 bilhões em reservas ainda no primeiro semestre deste ano. “A nova legislação serviu para educar o investidor e fazer com que ele planeje melhor o seu futuro. O que significa que a entrada de novos recursos dentro do sistema dever ser mais estável daqui em diante, o que favorecerá a expansão do setor”, complementa.
Glossário Captação de recursos: volume de depósitos novos que ingressam nos planos de previdência Reservas Técnicas ou provisões: total de recursos acumulados pelos depositantes; Carteira: Todos os recursos das seguradoras (incluindo as reservas técnicas, as reservas livres, o capital de seguradoras e outros valores) Mais informações no site www.anapp.com.br, no item biblioteca, glossário
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