Captação de planos para menores dobra em outubro
Volume destinado a planos para este nicho ultrapassou a barreira dos R$ 200 milhões em outubro
A preocupação dos pais em acumular recursos para fazer frente aos estudos dos filhos e dar suporte ao início da vida profissional, contribuiu para que novos depósitos em planos para menores de idade batessem recorde histórico. Somente em outubro, o mercado captou R$ 210,6 milhões nessa modalidade de plano, o que representou um salto de 137,82% na comparação com outubro de 2005 e um avanço de 104,89% se comparado com o mês de setembro.
Os dados são da Anapp (Associação Nacional da Previdência Privada), entidade que reúne 44 empresas que comercializam planos de previdência privada no país. “Os resultados comprovam a previdência se converteu em instrumento de acumulação para apoio aos filhos”, analisa Osvaldo do Nascimento, presidente da Anapp e diretor da Itaú Vida, Previdência e Capitalização.
Com essa performance, a receita dos planos de previdência voltados para menores de idade, cuja participação historicamente gira em torno de 5% do mercado, subiu para 11,60% do total. No total, o mercado captou R$ 1,815 bilhão no mês de outubro, com crescimento de 25,78% na comparação com o mesmo mês de 2005, quando o volume de novos depósitos chegou a R$ 1,443 bilhão. Em relação a setembro, quando as empresas do setor captaram R$ 1,718 bilhão, a alta foi de 5,64%.
No mês de outubro, as contribuições para planos empresariais também se destacaram, com crescimento de 25,59% na comparação com outubro de 2005 e de 12,04% se comparados com o desempenho de setembro. Foram captados R$ 259,3 milhões, o que representou 14,29% da captação do mês.
Por fim, os planos individuais, que perfizeram 74,11% do total de receitas captadas em outubro, tiveram captação de R$ 1,345 bilhão, o que representou um avanço de 17,1% na comparação com outubro de 2005. Na comparação com setembro de 2006, quando o mercado captou R$ 1,383 bilhão nessa modalidade de plano, houve queda de 2,8%.
Em relação às seguradoras, a Bradesco Vida e Previdência lidera o ranking de captação de outubro, com 37,92% dos volumes de contribuição, seguida pela Itaú Vida e Previdência (18,31%), Brasilprev (12,21%), Unibanco AIG (5,83%), Santander (5,30%), Caixa Vida e Previdência (5,12%), Real Tokio Marine (4,15%), HSBC (3,51%), Mapfre (1,36%) e Capemi (1,09%). As demais seguradoras somam 5,19% do total de novas contribuições.
Desempenho – outubro - produtos
Em relação ao mês de outubro, a captação de VGBL somou R$ 1,243 bilhão, com alta de 38,49% na comparação com outubro de 2005, quando chegou a R$ 898 milhões. Na comparação com setembro de 2006, quando a captação do VGBL somou R$ 1,202 bilhão, houve um avanço de 3,43%. Com este resultado, o VGBL representou 68,52% do total de depósitos.
Já o PGBL teve uma captação de R$ 357,5 milhões, com retração de 0,62% na comparação com outubro de 2005, quando o setor captou R$ 359,7 milhões, e alta de 3,48% na comparação com setembro de 2006, quando a captação chegou a R$ 315 milhões. A participação do PGBL no total de depósitos em outubro foi de 19,7%
Por fim, a captação dos planos tradicionais cresceu 15,7%, passando de R$ 182,8 milhões para R$ 211,6 milhões entre outubro de 2005 e outubro de 2006. Já em relação ao mês de setembro, quando foram captados R$ 198,6 milhões, a alta é de 6,56%. Os planos tradicionais contribuíram para 11,66% do total de novas contribuições em outubro.
Desempenho – Acumulado do ano
Entre janeiro e outubro, a captação da previdência chegou à marca de R$ 17,3 bilhões, o que representou um avanço de 21,59% na comparação com o acumulado até outubro de 2005. Esse total já representa 88,71% do valor total captado em 2005, que foi de R$ 19,5 bilhões.
O VGBL, mais uma vez, foi líder na captação de novos recursos, com 11,407 bilhões em novos recursos, o que representou 65,9% da captação total e um crescimento de 41% na captação registrada entre janeiro e outubro de 2005. Já o PGBL teve uma captação total de R$ 3,573 bilhões, com avanço de 4,25% na comparação com o período de janeiro a outubro de 2005. Com isso, o PGBL representou 20,65% do total de captações no acumulado de 2006.
Por fim, os planos tradicionais chegaram a captar R$ 2,305 bilhões, com queda de 13,49% na comparação com o período de janeiro a outubro de 2005, quando captaram R$ 2,665 bilhões. A participação dos planos tradicionais no volume de novas contribuições equivale a 13,32% do total.
Contribuições por público
O destaque do período entre janeiro e outubro ficou por conta dos planos individuais. De acordo com o levantamento da Anapp, a captação dessa modalidade de planos cresceu 25%, passando de R$ 11,007 bilhões para R$ 13,758 bilhões entre janeiro e outubro de 2006 e o mesmo período de 2005. Com isso, o volume de contribuição dos planos individuais equivale a 79,49% do total.
Já os planos para menores tiveram um crescimento de 37% no período. Até outubro de 2006, ingressaram ao sistema R$ 867,1 milhões, contra R$ 632,8 milhões captados até outubro de 2005. Os planos para menores representam 5,01% do volume de captação de novos investimentos.
Por fim, a captação dos planos corporativos manteve-se praticamente estável de janeiro a outubro, passando de R$ 2,594 bilhões para R$ 2,683 bilhões, com 15,5% de participação no market share em volume de novas contribuições.
Em relação às seguradoras, a Bradesco Vida e Previdência lidera o ranking de captação, com 37,54% dos volumes de contribuição, seguida pela Itaú Vida e Previdência (18,55%), Brasilprev (12,35%), Unibanco AIG (7,16%), Caixa Vida e Previdência (6,56%), HSBC (3,96%), Santander (3,56%), Real Tókio Marine (3,24%), Icatu Hartford (1,57%) e Capemi (0,98%). As demais seguradoras somam 4,55% do total de novas contribuições.
RESERVAS
O volume de recursos depositados no sistema de previdência privada cresceu 26,07% até setembro deste ano (dado acumulado desde o início da série), segundo a Anapp, somando R$ 91,2 bilhões, contra R$ 72,3 bilhões registrados até outubro do ano passado. O VGBL responde por 41,64% do volume de provisões técnicas, seguido pelos planos tradicionais (29,15%) e PGBL (28,70%). FAPI, VGRP PGRP alcançaram um 0,51% do market share de novas contribuições.
CARTEIRA
Em relação à carteira de investimentos – que inclui as reservas técnicas, as reservas livres, o capital de seguradoras e outros valores – o mercado de previdência complementar cresceu 26,23% até outubro de 2006 na comparação com o mesmo período do ano anterior (acumulado desde o início da série). Com isso, a carteira do setor somou R$ 96,2 bilhões. Até outubro de 2005, registrava-se R$ 76,2 bilhões em recursos nas carteiras de investimentos.
No período, a carteira de investimentos do setor ficou dividida da seguinte forma. Os VGBL lideram o ranking, com 39,39% do total, seguido de perto pelos planos tradicionais, com 32,8% e PGBL (27,33%). FAPI, PRGP e VGRP somaram 0,48% do total da carteira.
Planos individuais
Até outubro de 2006, havia 7.755.017 planos individuais no país, contra 7.164.570 planos registrados até outubro de 2005, o que representa um crescimento de 8,24% no período.
Beneficiários
Os dados da Anapp computaram 197.081 beneficiários do sistema de previdência privada até outubro de 2006, o que representa uma queda de 32,70% em relação ao número registrado até outubro de 2005, 292.858 beneficiários.
Planos Corporativos
Os dados da Anapp computaram 156.252 beneficiários do sistema de previdência privada até outubro de 2006, o que representa uma alta de 9,37% em relação ao número registrado até outubro de 2005, 142.859 beneficiários.
Glossário
PAGP
Plano com Atualização Garantida e Performance
PGBL
Plano Gerador de Benefício Livre
PRGP
Plano com Remuneração Garantida e Performance
VAGP
Vida com Atualização Garantida e Performance
VGBL
Vida Gerador de Benefício Livre
VRGP
Vida com Remuneração Garantida e Performance
FAPI
Fundo e Aposentadoria Programada Individual
Planos Individuais
São aqueles contratados por pessoa física, com os próprios recursos financeiros, formando um fundo de reserva a fim de garantir benefícios para si próprio e/ou seus respectivos beneficiários.
Planos Menores de Idade
Ou Plano Júnior, são aqueles contratados por um responsável financeiro em nome da criança ou jovem menor de 21 anos.
Planos Empresariais
Também chamados de planos coletivos, são aqueles planos contratados por pessoas jurídicas, destinados às pessoas físicas vinculadas a empresa e de livre adesão.
Receitas
Aportes líquidos, periódicos ou esporádicos, feitos pelo participante (pessoa física ou jurídica) em seu plano.
Previdência Complementar Aberta
É uma opção de aposentadoria complementar e aberta a qualquer indivíduo ou empresa que queira participar. É oferecida por bancos, seguradoras e entidades abertas de previdência privada.
Carteira de Investimento
É o montante de recursos acumulados mediante as contribuições feitas pelos participantes de uma referida entidade.
Reserva Técnica
É a reserva obrigatoriamente constituída pela entidade de Previdência Complementar em função dos benefícios contratados e como parte integrante e indispensável do mecanismo da entidade para garantia de suas operações.
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