segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012  
 

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estatística de 12 / 2006

Captação da previdência complementar aberta bate recorde em 2006 e atinge R$ 22,9 bilhões, com crescimento de 17,69%

Setor se recupera do desempenho de 2005, quando a captação cresceu 3,9%. Carteira chega a R$ 102 bilhões

Ano de 2006 - Captação

O mercado de previdência complementar tem motivos de sobra para comemorar. A captação dos planos bateu recorde histórico e alcançou a marca de R$ 22,9 bilhões em 2006, com avanço de 17,69% na comparação com o ano de 2005, quando foram captados R$ 19,45 bilhões. Os dados são da Anapp (Associação Nacional da Previdência Privada), que reúne 44 empresas que comercializam planos de previdência privada.

Em 2005, o mercado havia crescido 3,9%, resultado atribuído à demora da regulamentação das leis que alteraram a tributação dos planos de previdência, o que provocou um sentimento de cautela no investidor.

Segundo dados da associação, os bons resultados foram impulsionados pelas vendas de VGBL – produto indicado para quem não declara imposto de renda ou o declara pelo formulário simplificado – que captou R$ 15,432 bilhões, com alta de 32,69% na comparação com 2005, quando foi captado R$ 11,629 bilhões. Com isso, o VGBL representou 67,41% do total de captação de 2006. 

As novas contribuições de PGBL tiveram um comportamento estável no ano, somando R$ 4,555 bilhões. Isso representou 0,18% de alta no comparativo com 2005, quando foram captados R$ 4,547 bilhões nessa modalidade de produto, adequado para quem faz a declaração completa do Imposto de Renda, pois permite deduzir até 12% do valor na declaração do ano seguinte. O PGBL representa 19,90% do total de captação.

Por fim, os planos tradicionais tiveram uma queda de 10,45% na arrecadação, passando de R$ 3,213 bilhões em 2005 para R$ 2,878 bilhões em 2006. Mesmo assim, ainda representam 12,57% do total de arrecadações. “Esse desempenho reflete a migração dos planos tradicionais para outros planos”, analisa Osvaldo do Nascimento, presidente da Anapp e diretor da Itaú Vida, Previdência e Capitalização.

Resultado por público

“O ano de 2006 representou a consolidação dos planos para menores de idade como a melhor alternativa para acumular poupança de longo prazo”, afirma Nascimento.  Segundo dados da Anapp, essa modalidade de planos teve captação de R$ 1,159 bilhão em 2006, com crescimento de 39,23% na comparação com 2005, quando foram captados R$ 832 milhões.

Na seqüência, os planos individuais tiveram um crescimento de 20,13%, com um total de R$ 18,277 bilhões em 2006, contra R$ 15,214 bilhões em 2005. Por fim, os planos corporativos tiveram um avanço de 1,52% na captação, passando de R$ 3,403 bilhões para R$ 3,454 bilhões.

Com esse resultado, os planos para menores terminaram o ano de 2006 com uma participação de 5,07% no total de recursos arrecadados em 2006; os planos empresariais representaram 15,09% do total de captação e os planos individuais representaram 79,84% do total de captação de 2006.  

Ranking

A Bradesco Vida e Previdência liderou o ranking de captação em 2006, com 38,19% do total arrecadado, seguido pelo Itaú (18,59%), Brasilprev (11,51%), Unibanco (6,80%), Caixa (5,75%), Real Tókio Marine (4,51%), Santander (4,33%), HSBC (3,73%), Icatu-Hartford (1,17%) e Capemi (0,91%). As demais seguradoras somam, no total, 4,53% da captação.

Resultado Mensal

Em relação ao mês de dezembro, os planos de previdência captaram R$ 3,497 bilhões, o que representou um crescimento de 4,82% na comparação com dezembro de 2005, um novo recorde histórico para o setor. Esse crescimento foi puxado pelo VGBL, que captou R$ 2,455 bilhões, com alta de 9,29% frente a dezembro de 2005.

A captação dos planos tradicionais teve um comportamento estável. Em dezembro de 2006, foram captados R$ 368,823 milhões, contra uma captação de R$ 368,003 registrada em dezembro de 2005. Por fim, os PGBL tiveram uma queda de 6,86% no período, quando captaram R$ 670,3 milhões. Em dezembro de 2005, a captação dessa modalidade de plano somou R$ 719,7 milhões.

Em relação aos públicos, a captação dos planos individuais cresceu 7,9% no período, totalizando R$ 2,869 bilhões em dezembro de 2006. Em dezembro de 2005, a captação foi de R$ 2,660 bilhões. Já, os planos para menores tiveram uma queda de 9,52% no mês, com uma captação de R$ 104,967 em dezembro de 2006, contra R$ 116,013 milhões em dezembro de 2005. Por fim, a captação de planos corporativos caiu 6,7%, passando de R$ 560,3 milhões para R$ 522,8 milhões entre dezembro de 2005 e dezembro de 2006.

Reservas

As provisões ou reservas técnicas – recursos acumulados pelos participantes do sistema de previdência complementar – somaram R$ 96,6 bilhões em 2006 (dado acumulado desde o início da série), o que representou uma alta de 25,20% na comparação com o ano de 2005, quando as reservas do setor somaram R$ 77,2 bilhões.

As provisões dos VGBL tiveram o crescimento mais expressivo, 45%, passando de R$ 28,6 bilhões para R$ 41,6 bilhões entre 2005 e 2006. O PGBL cresceu 29% em 2006, sendo que as reservas do produto passaram de R$ 21,4 bilhões para R$ 27,5 bilhões entre 2005 e 2006. As reservas de planos tradicionais passaram de R$ 26,7 bilhões para R$ 26,9 bilhões, o que representou um crescimento de 1% nos últimos 12 meses.

Os VGBL mantiveram a liderança no volume de depósitos no sistema de previdência complementar, com 43,07% do total, seguidos pelos PGBL, com 28,52% do volume total de provisões, enquanto os planos tradicionais contaram com 27,93% do volume total de provisões. Outros produtos – incluindo os Fapi - completam a equação, com 0,5%.

Carteira

Em relação à carteira de investimentos – que inclui as reservas técnicas, as reservas livres, o capital de seguradoras e outros valores – o mercado de previdência complementar cresceu 25,32% em 2006 na comparação com o ano de 2005 (acumulado desde o início da série). Com isso, a carteira do setor somou R$ 102 bilhões.

O VGBL teve novamente o crescimento mais expressivo, com alta de 45,77% do total de recursos, passando de R$ 28,5 bilhões para R$ 41,5 bilhões. O PGBL cresceu 28,13% no período, sendo que a carteira do produto passou de R$ 21,6 bilhões para R$ 27,6 bilhões entre 2005 e 2006.

Por fim, a carteira de planos tradicionais passou de R$ 30,9 bilhões para R$ 32,4 bilhões, o que representou um avanço de 4,9%. Entre os Fapi, a carteira de investimentos teve uma leve alta, passando de R$ 448,2 milhões para R$ 449,6 milhões.

No período, a carteira de investimentos ficou dividida da seguinte forma: os VGBL assumiram a liderança da composição da carteira, com 40,7% do total, enquanto que, em 2005, perfaziam 34,99%. Já os planos tradicionais, que eram líderes no final de 2005, com 37,94%, tiveram sua participação reduzida para 31,76%. Por fim, os PGBL aumentaram a sua participação na carteira de 26,49% em 2005 para 27,09% em 2006. Outros produtos – incluindo o Fapi - completaram a equação, com 0,45% do total do volume da carteira em 2006.

Beneficiários
 

Os dados da Anapp computaram 201.330 beneficiários do sistema de previdência privada em 2006, o que representou uma queda de 38,10% na comparação com 2005, quando se registrou 325.204 beneficiários do sistema de previdência privada.

Planos Individuais
 

Em 2006, a Anapp registrou 7.844.459 planos individuais, contra 7.354.267 planos registrados em 2005, o que representa uma alta de 6,6% na comparação com 2005.

Planos Empresariais
 

A Anapp registrou 162.689 planos corporativos de previdência complementar aberta em 2006, contra 147.885 em 2005 (alta de 10,01%).

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